Surpresa no 43º Exame da OAB: FGV aceita agravo de petição na prova de Direito do Trabalho

A Fundação Getulio Vargas (FGV) surpreendeu candidatos ao aceitar, na correção da prova prático-profissional de Direito do Trabalho, uma peça que há muito não era cobrada no Exame da Ordem: o agravo de petição. A decisão ocorreu durante a avaliação da 2ª fase do 43º Exame de Ordem Unificado (EOU), promovido pela OAB.

A medida gerou surpresa e comentários entre professores, cursinhos e candidatos. Afinal, não é comum que esse tipo de recurso trabalhista figure entre as peças prático-profissionais esperadas.

🧾 O que é o agravo de petição?

O agravo de petição é um recurso típico do processo do trabalho, previsto no art. 897, alínea “a”, da CLT, utilizado para impugnar decisões do juiz na fase de execução trabalhista.

Tradicionalmente, a FGV vinha optando por peças como reclamação trabalhista, contestação, recurso ordinário, entre outras. A inclusão do agravo de petição, portanto, quebrou um padrão de provas anteriores.

🎓 Impacto para os candidatos

A aceitação do agravo de petição como peça correta beneficiou candidatos que identificaram corretamente a situação processual descrita no enunciado e formularam a peça com base na execução e nos fundamentos legais corretos.

Isso demonstra que a FGV está reconhecendo a pluralidade interpretativa das situações práticas e valoriza a coerência técnica mesmo em peças menos usuais.

📢 Repercussão no meio jurídico

Professores de cursos preparatórios elogiaram a postura da banca examinadora por demonstrar flexibilidade técnica e respeito à argumentação jurídica. Muitos apontaram que esse tipo de reconhecimento deve ser estimulado em provas profissionais, pois reflete a prática real do advogado trabalhista.

Além disso, a medida reacendeu o debate sobre a necessidade de preparação mais ampla e não engessada para a prova da OAB, indo além do “decoreba” de peças mais prováveis.


🤔 O que esperar das próximas provas?

A inclusão do agravo de petição como resposta válida indica que os futuros exames da OAB podem continuar surpreendendo e exigindo raciocínio jurídico aprofundado. Candidatos devem estar preparados para identificar nuances processuais, interpretar corretamente o momento processual e dominar o uso técnico das peças, mesmo as menos comuns.

📚 Foco, estratégia e técnica

Para quem ainda vai prestar o exame, a lição é clara: mais importante do que decorar uma ou duas peças é entender a lógica do processo, os requisitos das peças cabíveis e o raciocínio jurídico exigido na prática forense.

📌 Fonte: Migalhas – FGV aceita agravo de petição na prova de Trabalho do 43º Exame da OAB

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Borges de Araújo

Borges de Araújo

Escritor/Blogger

Sou o escritor do site Pau de Arara do Sertão, onde buscamos informar e entreter todos os públicos com conteúdos leves, variados e acessíveis. Nosso foco é entregar notícias e artigos com qualidade, sempre prezando pela boa leitura e pelo respeito ao leitor.

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